O melhor dia da minha vida

É impossível negar que, para a geração de rubro-negros que se fez a partir da década de 90, a conquista do Brasil em 2008 foi o ápice de toda e qualquer alegria que já pudemos sentir. Mas mesmo com aquela conquista, o Brasil insistiria em não acreditar na força do Sport Club do Recife. Tudo mudou naquela noite de 18 de fevereiro de 2009.

18 de fevereiro de 2009. Uma das noites mais rubro-negras de todos os tempos.
O Sport reestreava na Copa Libertadores depois de 20 anos. Pela frente, o Colo-Colo. Jamais batido por um clube brasileiro dentro de seus domínios. Até aquele dia.
Se você, torcedor, desconfiava de que o Sport poderia enfim ser gigante, não desconfiaria mais. Em três atos épicos, um time memorável escreveu a história.
O jogo começava e o time rubro-negro parecia não sentir uma pressão que, na minha televisão, já parecia ser insuportável. O estádio Monumental, lotado de uma torcida bastante hostil, presenciaria incrédulo o primeiro gol do Leão. Ciro. A bola sequer estufaria a rede. Não precisou. Assim como no ano anterior, um gol histórico não precisaria balançar as redes. Sport 1 a 0.
O segundo grande ato, viria ainda no primeiro tempo. A solidez defensiva da Era Nelsinho daria lugar ao brilho de uma dupla que brilhou naquela campanha. Depois de recuperar a bola já no ataque, Ciro deixaria Wilson de cara para o gol. De cara para a consagração. Era Sport 2 a 0. Nem o gol do Colo-Colo, no segundo tempo, seria capaz de diminuir a alegria de uma Nação.
Mas aquela vitória não seria tão fácil. Assim seria o Sport. Magrão, em sua maior defesa nos quase 10 anos a frente do gol rubro-negro havia dado o recado. A hora de pintar a América de vermelho e preto, de fato, chegara. Numa defesa monumental, o Magro foi ao ângulo salvar a pátria leonina.
Ponto. Ou melhor, 3 pontos.
Era fim de jogo. Era loucura nas ruas do Recife. Era o Sport sendo o Sport. Era o dia mais feliz da minha vida.
Naquela noite histórico, Nelsinho Baptista levaria o Sport a campo com: Magrão; Igor, César e Durval; Moacir, Hamilton, Andrade, Paulo Baier (Fumagalli) e Dutra; Ciro (Weldon) e Wilson (Sandro Goiano).

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